A MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal está de regresso à cidade entre os dias 10 e 19 de julho, com o tema “Diversidade” a inspirar espetáculos, performances, instalações, percursos performativos, exposições e experiências imersivas.
A sétima edição do evento organizado pela Câmara Municipal de Setúbal proporciona dez dias de cultura intensa, com o território a transformar-se num palco dedicado à liberdade, à criação artística e à participação comunitária, com uma programação que afirma a arte como instrumento de cidadania e transformação social.
O vereador da Cultura da Câmara Municipal, Pedro Pina, afirma que a MAPS “é um grito coletivo pela liberdade de ser, de criar e de existir, em todas as formas, línguas, corpos e culturas”, no qual cada espetáculo “é um ato de cidadania, cada gesto um manifesto de liberdade e cada encontro uma celebração da diferença”.
Com uma pluralidade de linguagens artísticas e temáticas, a programação deste ano arranca no dia 10, às 21h30, na Casa Bocage, com “Movimentos Pendulares”, uma instalação sonora e performativa com atuação de Elianyuri e Celino, dirigida artisticamente pela FoME – Associação Cultural.
Segue-se, a 11, às 18h00, no Museu de Setúbal/Convento de Jesus, a instalação-tributo “Alcindo Monteiro”, dinamizada pelo artista Gabriel Chaile, com direção da BoCA – Biennial of Contemporary Arts, a qual é dedicada ao jovem cabo-verdiano assassinado em 1995, que se repete a 13, às 18h00.
No mesmo dia, às 21h30, a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense acolhe a apresentação da peça “Na Boca do Tubarão”, uma produção do Teatro do Imigrante, que partilha com o público uma reflexão sobre temas relacionados com imigração, exclusão e resistência.
Já o projeto PO.VOAR “Trilhos de Memórias”, apoiado no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens, apresenta-se no dia 12, às 10h30, em exposição no Centro de Cidadania Ativa, e às 11h00, num percurso performativo pelo Bairro do Troino, com início no Largo da Fonte Nova.
Ainda a 12, às 21h00, o Fórum Municipal Luísa Todi acolhe “Terminal (O Estado do Mundo)”, espetáculo da companhia Formiga Atómica, com encenação de Miguel Fragata e música ao vivo de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, sobre alterações climáticas. É o único espetáculo pago da MAPS, com bilhetes a 12 euros.
A programação desta mostra de artes performativas vai também no espaço público setubalense com atividades para os mais novos, com o Parque do Bonfim a receber, a 13, entre as 15h00 e as 18h00, a iniciativa “Mini-MAPS”, com jogos e brincadeiras artesanais e sustentáveis.
No âmbito da mesma iniciativa, igualmente a 13, no Parque do Bonfim, estão reservadas as apresentações, às 16h00 com “Não há duas sem três”, de Catarina Requeijo, às 17h00, “A galinha da minha vizinha”, por Graça Ochoa, numa produção da Circolando, e às 21h30, “Terra Cobre”, de João Pais Filipe e Marco da Silva Ferreira, que cruza dança e percussão com a tradição chocalheira portuguesa.
No dia 14, às 21h00, no Fórum Municipal Luísa Todi, é exibido o documentário “Caleidoscópio em construção: estórias de um encontro”, de João Bordeira, o qual retrata um processo artístico intergeracional com moradores de bairros da cidade, realizado no âmbito do projeto “Ritmos no Bairro”, da Repasseado, apoiado no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens.
Vozes da União e Colectivo de Cantarilhes dão um espetáculo a 17, às 21h30, na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, enquanto a 18 o projeto Setúbal ACT & ECO apresenta o passeio sensorial “Na Pele do Outro”, às 11h00, e a “Biblioteca Humana”, às 11h30, ambas na Praça de Bocage, as quais proporcionam experiências imersivas que convidam à escuta ativa e ao exercício da empatia.
Igualmente a 18, às 21h30, A Gráfica – Centro de Criação Artística, recebe o espetáculo “Entre o Sonho e a Realidade Onde Me Sento”, uma instalação-performativa de PINY que cruza dança, palavra e memória, para explorar questões de identidade, maternidade, colonialismo e ancestralidade feminina.
O último dia da MAPS, a 19, reserva a apresentação de um conjunto de projetos apoiados no âmbito do PRR, Comunidades em Ação, candidatura OIL – Operação Integrada Local na União das Freguesias de Setúbal, Coesão Socio-territorial Através das Margens.
Às 10h00, a loja da Baixa SMS – See My Style recebe a iniciativa “Palavras que Ferem VS Palavras que Curam”, do projeto Palavras que Ferem da Dar Cor à Vida, às 10h15 há “Sem Muros nem Ameias”, no Largo Defensores da República, enquanto às 10h30 há “Restos de Oblação”, no Largo da Misericórdia, ambos do projeto PO.VOAR, da Dar Cor à Vida.
A MAPS reserva ainda, às 12h30, no Largo da Ribeira Velha, “Ensaio para a Humanidade”, do projeto Teatroterapia da Resina 2.0, enquanto às 21h30, no Jardim do Largo de Jesus, o espetáculo de encerramento reserva um “Jardim Humano”, do projeto Ópera nos Bairros, da Associação Setúbal Voz.





